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sábado, 3 de março de 2012

Trepanação



Dentro da medicina moderna, a trepanação consiste na abertura de um ou mais buracos no crânio, através de uma broca neurocirúrgica.

Quando realizada de forma única, a trepanação serve para se criar uma abertura por onde se pode drenar um hematoma intracraniano ou se inserir um cateter cerebral.

Em uma craniotomia, várias trepanações são feitas para se criar os vértices de um polígono ósseo que será retirado do crânio. Com o auxílio de uma serra neurocirúrgica, uma linha ligando cada vértice é serrada e o polígono (flap) ósseo do crânio é retirado, liberando o neurocirurgião para abordar a massa encefálica.

 Nos tempos antigos

A cultura da trepanação esteve presente desde o tempo dos Mesolítico e há cadáveres com sinais de trepanação em praticamente todas as antigas civilizações do mundo. Encontra-se exposto no Museu Geológico, em Lisboa, crânios mesoliticos com sinais de trepanação e com um pequeno sol desenhado em redor do orifico sugerindo uma prática ritual .

Tal como as sangrias, a trepanação era um procedimento médico muito realizado, com o objetivo de eliminar os maus espíritos e demônios do paciente, mas sem nenhum significado terapêutico prático. A sobrevivência ao procedimento nos séculos antes da Idade Média era de aproximadamente 70%, mas durante os séculos XIV a XVIII caiu praticamente a zero, devido ao pouco cuidado dos realizadores de tal prática, que acabavam perfurando as meninges do paciente e causando uma hemorragia incontrolável. Há relatos de cirurgias desse porte no Egito e na Mesopotâmia, nas quais o paciente (vítima) era dopado com uma bebida alcoólica e depois tinha seu crânio aberto por um instrumento pontiagudo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Sofrendo de ansiedade, depressão e estresse o médico holandês Bart Huges se submeteu à trepanação com a intenção de expandir sua consciência. Segundo ele, o estado mais alto da mente era o da infância por que o crânio não é fechado por completo e com o crescimento, a caixa óssea é formada impedindo a circulação correta do fluxo sanguíneo. A partir disso algumas pessoas se submeteram ao método, inclusive na autotrepanação. É o caso da artista britânica Amanda Felding que sofria de um hematoma intracranial. Ela praticou a cirurgia sozinha com a utilização de uma broca odontológica movida a pedal, perdeu um litro de sangue, mas concluiu a cirurgia e afirma até hoje se sentir muito melhor. A prática era exercida pelos antigos egípcios, gregos, romanos (nos tempos pré-históricos e clássicos), pelas tribos célticas, chineses (antigos e recentes), indianos, maias, astecas, incas, por algumas tribos indígenas brasileiras, e pelos africanos do Norte e Equatorial (onde elas ainda são realizadas). Segundo registros dessas civilizações, a trepanação cura enxaquecas fortes, fraturas e feridas do crânio, osteomielite (processo de inflamação óssea), encefalite (inflamação aguda no cérebro), pressão intracranial elevada a hematomas, tumores cerebrais, ferimentos de guerra, epilepsia (alteração na atividade cerebral), doenças mentais, cegueiras e principalmente para fins religiosos (como a liberação de espíritos malignos que incorporaram o paciente).
 Não faça isso em casa.............................

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